quinta-feira, 10 de julho de 2008

Procuram-se candidatos com ficha limpa

As eleições municipais deste ano estão garantidas, mas o pleito de 2010 no Brasil corre o sério risco de não ter candidatos. O Senado Federal deve votar em agosto o projeto que torna inelegíveis os políticos com "ficha suja" na Justiça. A questão vem gerando um impasse. A idéia inicial era que a proposta, já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça, fosse a plenário antes do recesso de julho, mas os parlamentarem acabaram adiando a decisão, pois concordam que a lei pode significar a ruína dos poderes Executivo e Legislativo no país.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves, definiu, por enquanto, a criação de um novo grupo de trabalho, incumbido de realizar um amplo estudo experimental sobre o assunto nas eleições deste ano. O objetivo é descobrir se existem candidatos com “ficha limpa” no Brasil. “Vamos fazer essa pesquisa como um teste. Se encontrarmos algum político sem problemas judiciais em qualquer parte do país, podemos prosseguir com o projeto”, explicou o senador. “Caso contrário, não vamos continuar ludibriando a população com essa lei puritana”, completou.

Atualmente, a legislação prevê que um político só pode ficar inelegível se for condenado em última instância. Pela nova regra, o político não pode ser candidato se for condenado a crimes graves em qualquer instância. O texto estabelece que os candidatos que tiverem cometido crimes eleitorais, corrupção, improbidade administrativa ou aqueles com penas superiores a dez anos de detenção (homicídios e estupros) ficam proibidos de disputar as eleições por prazos fixados para cada delito.

Garibaldi Alves ainda ressaltou que não será aceita a chamada “consciência limpa”, muito comum entre aqueles mais envolvidos com a corrupção. “Tem que ter a ficha criminal sem antecedentes. Se tiver roubado pirulito de criança, já será excluído do processo eleitoral”, afirmou o senador. A proposta ainda terá que ser votada na Câmara, onde já tem um ferrenho defensor, o deputado federal e candidato a prefeito na capital paulista, Paulo Maluf. “Precisamos primar pelos valores éticos e resgatar as pessoas descentes e honestas para a política”, discursou.

sábado, 28 de junho de 2008

Políticos playboys disputam trono de celebridade

O governador galante Aécio Neves está de olho na concorrência. Não para as eleições presidenciais de 2010, para as quais ele já é candidato. A preocupação maior do estadista mineiro neste momento é com o posto de político mais badalado e queridinho das celebridades. Aécio ocupa o cargo há um bom tempo e coleciona amizades e romances típicos das capas de revistas de fofocas. A verdade é que ele adora a fama e está cada vez mais solto na noite depois do divórcio.

No ano passado, o namoro foi com a Miss Brasil Natália Guimarães. Na época, ela foi cotada para ser a futura primeira dama brasileira, dentro de uma estratégia para dar visibilidade nacional ao mineiro. Mas a relação não durou ao carnaval de 2008, quando o governador caiu na folia como de costume. Agora, Aécio desfila pelas festas da high society com a modelo gaúcha Letícia Weber. Tudo anda bem na “carreira” de playboy do político, mas um companheiro de profissão vem ameaçando essa liderança.

O currículo do concorrente tem a apresentadora Adriana Galisteu e a atriz Priscila Fantin, que, além de tudo, é mineira. Ou seja, estão mexendo no curral eleitoral do governador. O oponente é deputado federal e vem do Rio Grande do Norte. Alguém já ouviu falar de Fábio Faria? É o nome do galã, que já teria até colocado no álbum a atriz e modelo Letícia Birkheuer. “Cheguei para tomar a posição de maior playboy da política”, avisou.

De um lado do ringue, um quase cinqüentão, maduro, presidenciável e com presença nos principais eventos vips dos últimos dez anos. Do outro, o desafiante, jovem, cabelos soltos e um sotaque nordestino. “De agora em diante, vou deixar de comer quieto como um bom mineiro e anunciar todos os meus casos amorosos”, garantiu Aécio. Segundo ele, o plano inclui, ainda este ano, um namoro de dois meses com Ivete Sangalo e uma escapada internacional com a top Naomi Campbell.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Fenômeno é o novo garoto propaganda da Gillete

O jogador Ronaldo Fenômeno chegou a perder um contrato de patrocínio no valor de US$ 3 milhões com a telefônica Tim, mas nem tudo foi prejuízo no caso em que o atacante se envolveu com três travestis no Rio de Janeiro. Este blog recebeu informações exclusivas de que o atleta fechou um novo contrato para ser o garoto propaganda da Gilette, maior fabricante mundial de produtos de barbear.

A empresa já defende suas marcas com um quarteto esportivo formado por Kaká e Thierry Henry, ambos do futebol, o tenista Roger Federer e o jogador de golfe Tiger Woods. No entanto, segundo um funcionário do alto escalão da companhia no Brasil, a Gilette estaria em busca de um craque de peso para completar o time de campeões que marca a imagem de liderança da multinacional.

Assim, ao se envolver com os três travestis, Ronaldo teria se credenciado para ocupar esse lugar. “Afinal, ele mostrou que corta para os dois lados”, brincou o funcionário da empresa, que ainda revelou uma desconfiança sobre o caso. “Acho até que o escândalo foi uma ação de marketing planejada”, afirmou. O fato é que o novo contrato vai render ao Fenômeno o mesmo que ele perdeu com a Tim, ou seja, US$ 3 milhões.

Procurado pelo blog, Ronaldo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a negociação com a Gilette está mesmo adiantada. A pendência é o conteúdo das propagandas que o jogador deve estrelar. A empresa pretende usar o atacante para vender tanto produtos masculinos quanto femininos. Na campanha, ele apareceria raspando os pêlos da face e da perna.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Parte 2 - Os fundos que sustentam a agência

Para entender o caso das agentes secretas brasileiras que combatem a corrupção, é preciso voltar no tempo, quando a agência foi criada em 1983. Naquele ano, com a abertura política, os militares temiam que a ordem dos tempos da ditadura se perdesse com a entrada de civis de esquerda no poder. Para se infiltrarem nos covis partidários, eles não poderiam usar homens engravatados. Era muito óbvio.

A solução foi recrutar meninas com idades inferiores a dez anos para um rigoroso treinamento. Os pré-requisitos incluíam a beleza, a facilidade de comunicação e o poder de convencimento. Assim, foi fundada a agência “Amante”, uma sigla cujo significado ainda não foi desvendado. Os investimentos iniciais partiram dos próprios militares em parceria com a Embrapa, empresa criada dez anos antes pelo então presidente da República, Emílio Garrastazu Médici.

Os recursos foram levantados com a venda de segredos sobre as primeiras pesquisas realizadas no Brasil à respeito dos biocombustíveis. Na época, técnicos dos Estados Unidos estiveram por aqui para aprender a plantar a Ricinus communis L., popularmente conhecida como Mamona. E assim aconteceu até que as moças atingiram uma fase mais avançada do treinamento, com uma penetração maciça nas diversas esferas do Poder.

A partir daí, a forma de levantar fundos mudou. Aproveitando a beleza física das garotas, a agência começou a estreitar relações com as chamadas revistas masculinas. Os ensaios de nu artístico, então, passaram a ser a principal fonte de sustento das atividades da “Amante”. Em março de 1990, na flor da idade, a agente disfarçada de atriz Luma de Oliveira inaugurou a nova estratégia mostrando seus dotes na Playboy.

A negociação foi encaminhada por uma das coordenadoras da agência secreta, Ísis de Oliveira, irmã de Luma, que, um ano mais tarde, também voltaria às páginas da revista. Até hoje, as panteras da “Amantes” continuam a emprestar seus corpos em benefício do combate à corrupção. A partir desta terça-feira, 29 de abril, os “leitores” da Sexy poderão conhecer melhor os traços de uma das mais avançadas criações da agência, recrutada aos 5 anos de idade e escalada para missões internacionais.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Brasil exporta espiãs para combater corrupção

Dois meses depois de uma ausência desavisada, este blog retorna com boas justificativas para quem se interessa. A cobertura semanal fidedigna dos fatos que movimentam a política brasileira foi abandonada em função de uma reportagem investigativa especial que demandou jornadas internacionais a lugares onde o homem jamais esteve. Tudo começou quando a famosa fonte misteriosa do caso Watergate, conhecido como “Deep Throat”, fez uma revelação exclusiva ao Vírgula Dois.

Havia indícios de que o Brasil montou durante os tempos de ditadura militar uma agência secreta financiada pelas mais brilhantes mentes do exército, que até hoje está ativa, atuando não só em território nacional, como também em outros países. O objetivo, por incrível que pareça, é garantir a manutenção da democracia e desbaratar esquemas ilícitos de desvio de dinheiro público. Mas o detalhe que chama mais atenção é a estratégia usada nas operações.

Para manter o sigilo e não dar bandeira, a agência utiliza apenas mulheres altamente treinadas, com beleza física singular, produzidas em laboratórios equipados com tecnologia de ponta. O cultivo é feito dentro de uma parceria secreta com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no escritório Labex, em Beltsville, nos Estados Unidos. A equipe de repórteres do blog, então, começou a investigar o caso e descobriu que o Brasil estava até exportando os exemplares femininos.

Todos os detalhes dessa reportagem especial serão divulgados aqui em uma série de posts ao longo dos próximos meses. Por enquanto, o Vírgula Dois adianta que muitos episódios históricos envolvendo políticos foram arquitetados pela agência brasileira. Desde Mônica Lewinsky até Mônica Veloso, várias mulheres foram escaladas nas operações, incluindo o mais recente episódio em Nova York, que resultou na renúncia do governador Eliot Spitzer. Dessa vez, a agente secreta levou o nome germânico de Andrea Schwartz.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Globo aposta na "dramaturgia real" sobre política

Tudo começou com uma cena cômica, no último capítulo da novela Paraíso Tropical. A garota de programa Bebel (Camila Pitanga) depunha em uma CPI, adorando os flashes dos fotógrafos. Era uma sátira aos escândalos envolvendo, na época, a jornalista capa de Playboy Mônica Veloso e o ainda senador Renan Calheiros. O tempo passou e a Rede Globo continuou atenta à audiência dos casos quentes da política brasileira.

A diretoria da emissora estudou muito até chegar a um formato adequado para incorporar essas legítimas manifestações da cultura tupiniquim à programação. A telenovela era o produto mais indicado, mas os reality shows também eram fortes concorrentes. A solução foi juntar os dois num novo conceito de dramaturgia real, que agora deve ser a tendência para a televisão brasileira.

O primeiro capítulo foi gravado na última semana durante uma audiência pública no Congresso Nacional sobre a transposição do Rio São Francisco. Um elenco de globais escalado para a trama compareceu ao evento e seguiu as determinações do diretor Aguinaldo Silva. Os atores deveriam interagir com as pessoas presentes com diálogos improvisados, sem dizer que tudo fazia parte de um novo programa.

A cena principal teve a protagonista Letícia Sabatella no papel de uma mulher batalhadora, engajada em causas sociais. Junto com ela, o desavisado deputado federal Ciro Gomes, que defende o projeto da transposição. De longe, as câmeras captavam tudo e, no fim, uma fala de parlamentar pareceu até ter saído da cabeça de um roteirista. “Escolhi a opção de meter a mão na massa e às vezes suja de cocô”, disse ele.

Era a glória. Aguinaldo Silva caiu para trás. Os atores Osmar Prado e Carlos Vereza, que também foram escalados para a atração, aplaudiram de pé a performance. “Vamos gravar todo o programa em Brasília. A idéia é colocar os políticos em cena com o que eles fazem de melhor, ou seja, atuar”, afirmou Sabatella. Mais tarde, a equipe saberia que Patrícia Pillar, esposa de Ciro Gomes, já havia ensaiado tudo com o político.

“Queremos despertar a atenção do povo para o que acontece na política nacional, mostrando os conchavos, as trocas de favores, escândalos e, principalmente, os romances, já que novela e reality show não dão audiência sem uma cena de beijo”, comentou o diretor. Tanto é que a nova estrela convidada para o elenco do programa é a Miss Brasil Natália Guimarães. O sucesso é garantido.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

De político e louco, todo goleiro tem um pouco

O mais novo adepto do ditado parodiado é o popular goleiro do São Paulo Rogério Ceni, que pretende concorrer nas eleições municipais deste ano ao cargo de prefeito de Pato Branco, sua cidade natal no interior do Paraná. A investida política foi fruto de uma conversa com outros dois companheiros de profissão que também não se limitaram a proteger o gol em suas carreiras no futebol. A reunião contou com a presença de um quarto elemento, escolado no assunto.

Conhecido pelas defesas espetaculares e a cabeleira quase tão bela quanto do colega Carlos Valderrama, o colombiano René Higuita anunciou que deseja chegar ao Senado em seu país com um discurso socialista de admiração ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, e pela libertação dos reféns das Farc. Já o polêmico paraguaio José Luis Chilavert, escolhido por duas vezes o melhor goleiro do mundo, disse, por várias vezes, que será presidente de seu país, o que pode se concretizar nas eleições deste ano.

A vontade de entrar para a política atingiu Rogério Ceni durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, pouco antes da reeleição de Lula em 2006. Na ocasião, o goleiro do São Paulo disse que votaria em Geraldo Alckmin, pois não concordava com os rumos que o governo petista estava dando ao país. Na entrevista, ele percebeu que não era difícil ir além das tradicionais frases que incluem expressões como “levantar a cabeça”, “ganhar os três pontos” e “treinar para a próxima partida”.

Mas quem era o quarto elemento no encontro? Um goleiro que marcou a história do futebol sem ser artilheiro e trilhou o caminho da política depois de se aposentar dos gramados. Trata-se de João Leite, o maior arqueiro de todos os tempos no Atlético Mineiro, onde jogou por 15 anos. Foi vereador, deputado estadual e candidato a prefeito de Belo Horizonte por duas vezes. A orientação do experiente político das Minas Gerais aos outros três colegas foi simples: “sejam atletas de cristo”.

Em terra de candidatos como o atacante Viola e a bandeirinha capa de Playboy, Ana Paula Oliveira, Rogério Ceni não se intimida. Quer ser o sucessor do atual prefeito de Pato Branco, Roberto Viganó. O apoio que o goleiro precisava na candidatura virá de outra celebridade futebolística que nasceu na cidade, o atacante Alexandre Pato, jogador do italiano Milan. As propostas políticas ainda não foram traçadas e podem nunca existir, mas alguém duvida de mais uma vitória de Ceni?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Chuck Norris é a nova arma de Aécio para eleições

A disputa interna no PSDB para a corrida presidencial brasileira de 2010 tem um novo fato. E não é qualquer fato. Esse é internacional e entra para a mais famosa lista de verdades que envolvem um homem, ou melhor, um ser divino com poderes quase sobrenaturais: Chuck Norris. Tudo começou quando o ator texano especializado em encarnar personagens durões mudou o rumo das eleições nos Estados Unidos. Ele resolveu apoiar o desconhecido candidato republicano Mike Huckabee e o colocou na liderança em vários estados.

Mais uma prova de que Norris é mesmo incrível, capaz até de curar o câncer com suas lágrimas. “É uma pena que ele não chore nunca”, conclui uma das milhares de verdades listadas na internet. No Brasil, dois tucanos concorrem à vaga de candidato do partido nas eleições presidenciais de 2010. E nenhum deles aceitaria ser vice do outro. O debate interno corre solto, com alianças, pesquisas, troca de favores, promessas de apoio e todos os demais conchavos legais ou ilícitos que já se tornaram comuns na política tupiniquim.

José Serra foi o primeiro derrotado por Lula no pleito de 2002, mas novamente se credenciou com a visibilidade do cargo de governador de São Paulo e o apoio do ex-presidente inquieto Fernando Henrique Cardoso. O governador mineiro playboy Aécio Neves, que corre por fora, não pensou duas vezes. Depois de tentar ganhar notoriedade nacional namorando com a Miss Brasil, Natália Guimarães, o neto de Tancredo recorreu ao grande mito norte-americano, Chuck Norris.

Bastou uma carta para convencer o astro de Walker Texas Ranger, Comando Delta e Braddock - O Super Comando. Aécio não precisou oferecer dinheiro ou prometer um cargo de embaixador da porrada no governo brasileiro. Uma frase foi suficiente, mas não era qualquer frase. Foi mais um fato para a vasta lista de verdades sobre o homem com poderes sobrenaturais: “Todos dizem que a corrupção no Brasil é um problema sem solução. Eles não conhecem Chuck Norris”.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Popularidade e mulheres na pauta dos governantes

O presidente francês Nicolas Sarkozy receberá visita do colega brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva no dia 12 de fevereiro, na Guiana Francesa, colônia do país europeu que fica no limite com o Amapá. Oficialmente, o encontro servirá para tratar sobre o controle da fronteira e as pretensões geopolíticas do Brasil como emergente falastrão que pleiteia um lugar no Conselho de Segurança da ONU.

Porém, este blog apurou junto a fontes seguras que a popularidade será o principal tema da reunião, que também deve contar com a presença de outros gestores públicos brasileiros e internacionais. Depois de anunciar o namoro sério com a ex-modelo italiana Carla Bruni, Sarkozy vem amargando uma enxurrada de críticas e a insatisfação do povo francês.

O presidente Lula, que, atualmente, é aprovado por cerca de metade do eleitorado brasileiro, teme que sua popularidade despenque quando anunciar a esposa Marisa Letícia como candidata na sucessão de 2010. Outro participante já confirmado no pequeno seminário é o governador playboy presidenciável, Aécio Neves, que engatou um namoro com a Miss Brasil, Natália Guimarães.

O mineiro também está com um pé atrás para confirmar o romance com a mulher mais bonita do país justamente por causa da popularidade. O principal palestrante será o senador Renan Calheiros, que falará sobre os perigos da mistura entre mulher e política, contando detalhes sobre seu relacionamento com Mônica Veloso, que aproveitou o escândalo para escrever um livro e posar nua em uma fracassada revista Playboy.

Um dos convidados ainda não confirmados é o ex-presidente estadunidense Bill Clinton, que fará a palestra “Como superar um caso com a secretária e incentivar a carreira política de sua esposa”. As inscrições para o seminário estão abertas. Para participar, basta ser um profissional com cargo público e problema com mulheres e popularidade. Clique aqui para enviar seus dados.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

PF inicia operação BBB para combater corrupção

A Polícia Federal iniciará uma nova operação secreta neste mês para conhecer os podres da corrupção na política brasileira. Aliás, era uma iniciativa sigilosa até que este blog descobriu parte das informações confidenciais junto a fontes seguras. Diante de uma questão séria, que envolve representantes legítimos do povo, o que mais chama a atenção é o nome da investigação. Depois de Navalha, Anaconda e Sanguessuga, entre muitos outros apelidos engraçados, a PF usou novamente a criatividade: Operação BBB.

A semelhança com o título do reality show não é coincidência. Todo o planejamento da ação foi baseado no Big Brother Brasil. Além disso, a Polícia Federal pode, assim, aproveitar o sucesso da atração televisiva para disfarçar a investigação, que começará no mesmo dia da estréia do BBB global. Tudo indica que a cada semana, a PF vai seguir os passos de dois políticos que tenham sido eleitos para cargo público. Nada escapará das câmeras e dos microfones: intrigas, paixões, traições, desvios de dinheiro ou superfaturamento de obras.

Cada minuto será registrado. É o grande olho fiscalizando aqueles que entraram nas casas legislativas, executivas e judiciárias. Nem a imunidade parlamentar salvará os escolhidos para o paredão. Anjo também não tem, já que os brothers desse programa estão longe do céu. O único direito dos investigados será ter um advogado, afinal está na legislação. Ao fim de cada semana, um dos participantes será eliminado, o que neste caso significa deixar o cargo público e perder o prêmio, ou melhor, o salário anual de R$ 1 milhão.

Depois das revelações feitas por este blog, a Polícia Federal adiantou que todas as gravações serão disponibilizadas posteriormente aos telespectadores. Com isso, a PF espera que o povo brasileiro comece a se interessar pela vida dos políticos, assim como não tira o olho das belas pessoas anônimas que estrelam o Big Brother Brasil na Rede Globo. Um canal exclusivo vem sendo negociado dentro do sistema Pay Per View e até o jornalista Pedro Bial já foi contratado para apresentar o show. Será que vai ter alguma audiência?

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Assalto a famosos vira moda no Rio de Janeiro

Uma nova moda vem ganhando força entre as celebridades brasileiras. Não se trata de um estilo de roupa ou um jeito de falar. É simplesmente uma prova crua da realidade, que pode trazer inúmeros benefícios para a carreira dos famosos. Trata-se de passar pela experiência do assalto. O palco não poderia ser outro, o lugar onde o crime mais se desenvolve no Brasil: o Rio de Janeiro. A tendência não é recente, mas agora vem se consagrando como prática adorada pelas personalidades públicas.

A novidade nessa história é a profissionalização do serviço prestado pelas gangues da cidade maravilhosa, afinal, tudo é inevitavelmente incorporado pelo sistema capitalista. Alguns grupos do crime organizado carioca já oferecem o pacote completo da experiência do assalto, desde a abordagem surpresa, passando pelo roubo de pertences de valor e o abandono da pessoa em um local inabitado. O trabalho inclui um guia de como fazer a denúncia e chamar a atenção da mídia.

O primeiro a estrear o serviço foi o apresentador global Luciano Huck, que teve um relógio Rolex de milhares de dólares roubado em outubro do ano passado. O caso gerou polêmica por causa de um artigo revoltado que o marido de Angélica publicou na Folha de São Paulo, o que também estava incluído na encomenda feita à empresa de assaltos. O músico Paulinho da Viola e a atriz Helena Ranaldi foram os dois mais novos clientes. Tiveram a experiência na madrugada do último dia 31 de dezembro.

De acordo com o gerente de uma das organizações que presta o serviço, o sucesso do negócio não está apenas na visibilidade ganha pelas celebridades. “Os famosos perceberam que ser assaltado está na moda, é sinônimo de status e engajamento”, afirmou. “Os turistas que visitam o Rio de Janeiro já compravam nossos pacotes há muito tempo. Temos filiais na Europa e nos Estados Unidos. Eles chegam aqui com o crime encomendado e voltam às suas terras realizados”, completou.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Descanso merecido para os parlamentares

As festas de fim de ano começaram mais cedo em Brasília. Os parlamentares anteciparam o início do recesso e já estão em suas terras, curtindo uma merecida folga. As reuniões marcadas para esta sexta-feira foram abandonadas por deputados e senadores. Afinal, segundo eles, não há vôos disponíveis para retornar aos estados depois de quinta-feira. A culpa é sempre do sistema aeroviário brasileiro. Assim, a sessão marcada para a manhã de segunda-feira, dia 24 de dezembro, deve ficar às moscas.

A Constituição Brasileira define que o Poder Legislativo tenha um recesso de 22 de dezembro a 2 de fevereiro. Se o dia 22 cai num fim de semana, como é o caso, a última sessão deve ocorrer no primeiro dia útil subseqüente, ou seja, na véspera de Natal. Da mesma forma, o início da próxima sessão legislativa, previsto para o dia 2 de fevereiro, um sábado, será adiado para o dia 6, uma quarta-feira de cinzas, logo depois do Carnaval, naquela semana que fatalmente será enforcada

O próprio presidente do Senado Federal, Garibaldi Alves (PMDB-RN), que está há apenas oito dias no cargo, adiantou aos jornalistas de plantão que não deve comparecer à sessão plenária de segunda-feira. “Espero que a imprensa compreenda que não seria fácil nem agradável trazer aqui senadores na véspera do Natal. O que as famílias de vocês diriam se vocês fossem obrigados a ficar aqui na véspera, caso vocês morem longe como nós?”, observou.

O enforcamento da sexta-feira não é novo no Congresso Nacional. Os parlamentares também costumam faltar às segundas-feiras, ou seja, o futuro do país no Poder Legislativo, com debates, reuniões, votações e todas as outras importantes atividades, só é decido em três dias da semana. Os outros quatro são reservados para um denso trabalho de reflexão e estudo sobre os melhores caminhos para o desenvolvimento do Brasil.

O benefício mais justo, no entanto, é o recebimento do 14º e do 15º salários por todos os deputados e senadores. Nada melhor que remunerar um grupo restrito de pessoas, que defendem a pátria acima de tudo, com dois salários a mais que todos os cerca de 180 milhões de brasileiros. Este blog deseja a todos os parlamentares, que neste fim de ano estão com o bolso cheio de dinheiro público, muita paz na consciência e bom retorno do recesso depois do Carnaval.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Rosane Collor retorna com ensaio e candidatura

A ex-primeira dama Rosane Collor relatou em entrevista à revista Veja desta semana detalhes do casamento com o ex-marido Fernando Collor de Melo. Entre as revelações sobre o comportamento violento do esposo e as cerimônias de magia negra na Casa da Dinda, um detalhe chamou a atenção das revistas masculinas brasileiras. A loira confessou os ciúmes do homem que tinha aquilo roxo. Um tema perfeito para mais um ensaio sensual envolvendo uma personalidade emergida da política.

“Aos 25 anos, comecei a chamar a atenção da mídia. Ele começou a ter muito ciúme. Ficou maluco quando publicaram uma foto minha de biquíni. Ele era tão ciumento que me ensinou a cumprimentar as pessoas com o braço firme e esticado, para evitar que alguém tentasse beijar o meu rosto. Num certo dia, ele chegou em casa à noite e me disse que havia uma fita na qual eu aparecia falando com um rapaz. A tal fita nunca apareceu. Não havia condições práticas de eu manter um caso extraconjugal”, contou a moçoila.

Rosane, que até hoje mantém o sobrenome Collor, está separada de Fernando há três anos e luta na Justiça para ter parte da fortuna acumulada em 21 anos de casamento. Convertida a uma religião evangélica, ela leva uma vida simples e agora quer vingar-se do ex-marido provocando ainda mais ciúmes. A moça pretende retornar ao foco dos holofotes e já possui dois planos. O primeiro partiu de uma proposta das revistas Sexy e Playboy, que insistem na idéia de estampar mais uma capa polêmica.

A segunda opção surgiu quando Rosane lia neste blog uma matéria sobre a possibilidade de Dona Marisa Letícia ser candidata na sucessão do marido Lula. Pegando carona na nova moda lançada por Cristina Kirchner e seguida por Hillary Clinton, a ex-primeira dama que sofreu com o impeachment do marido também enxerga ao longe a carreira política. Experiência não lhe falta, nem padrinhos do glorioso estado de Alagoas, mundialmente conhecido pela qualidade de seus políticos.

Como apurou este blog, um dos contatos para encaminhar esse segundo projeto foi realizado na última semana em um encontro íntimo com a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL). O conselho vindo da feminista cabra da peste e candidata na última eleição presidencial foi que Rosane colocasse os dois planos em prática. Com a visibilidade do ensaio sensual, ela poderia angariar fundos e votos para se eleger a qualquer cargo, assim como vêm fazendo muitas personalidades brasileiras.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Playboy ou livro de Mônica Veloso?

Uma dúvida cruel coloca-se na mente dos brasileiros neste fim de ano. Seria melhor comprar a revista Playboy com o nu artístico de Mônica Veloso ou o livro que ela escreveu sobre suas peripécias em Brasília? Os dois produtos são fundamentais para se entender o caso de corrupção envolvendo o senador Renan Calheiros e, assim, merecem a atenção dos estudiosos da política brasileira.

A revista revela por imagens o que atraiu o ex-presidente do Senado Federal. São belas fotos que mostram os contornos que produziram o escândalo. A publicação é bem didática, de fácil assimilação por parte dos leitores. Alguns minutos bastam para se compreender a mensagem, que, inclusive, pode ser relida várias vezes sem contra-indicações. Enfim, uma bela e profunda obra literária.

O livro, intitulado “O poder que seduz”, também tem sua relevância. Como descreve a editora, a produção aborda “os bastidores do poder e a trajetória da autora, desde sua chegada a Brasília até o relacionamento com Renan Calheiros”. Uma linda história de amor e ódio que desperta lágrimas nos olhos dos mais sensíveis. Tem até potencial para levar a jornalista à Academia Brasileira de Letras.

A questão não é fácil de ser respondida, mas alguns números já demonstram a preferência dos “leitores”. A banca de jornal do Congresso Nacional havia vendido 40 exemplares da revista duas horas depois de receber a publicação. Já a obra literária, foi comprada por apenas dez pessoas solidárias que compareceram ao pomposo evento de lançamento em Brasília.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Garoto-propaganda paga doações de campanha

O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), começou, no penúltimo ano de mandato, a pagar as doações de campanha que recebeu nas eleições de 2004. Neste mês de novembro, ele foi garoto-propaganda do BH Shopping, ao lado da Miss Brasil, Natália Guimarães, forte candidata ao cargo de primeira-dama em 2010, ao lado de Aécio Neves. A Rede Nacional de Shoppings Centers (Renasce), proprietária do empreendimento na região Sul da capital mineira, doou a bagatela de R$ 200 mil em dinheiro para que Pimentel fosse reeleito.

A informação pode ser confirmada na prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O atual prefeito de BH deve continuar a maratona de retorno das doações até meados de 2008, quando recomeça a disputa ao cargo majoritário da cidade. A maior contribuição (R$ 400 mil em cheque) foi feita pela Gerdau Açominas S/A e a empresa já adiantou que pretende usar Pimentel na campanha publicitária de Natal, colocando-o vestido de Papai Noel descendo pela chaminé de um alto-forno da usina de Ouro Branco, na região do Alto Paraopeba.

Já a segunda maior doadora da campanha, a Líder Táxi Aéreo (R$ 247 mil em dinheiro), especializada em aviação executiva, informou que a fará um vídeo publicitário, em que o garoto-propaganda Pimentel aparece vestido de piloto, servindo os clientes sempre com “segurança, agilidade e qualidade”. Outras grandes empresas que contribuíram com valores variados, como a Mineração Anglo Gold, a Localiza Rent a Car e o Banco Mercantil do Brasil, ainda não definiram como vão aproveitar a boa vontade do prefeito para retornar o favor.

Angeli e o humor anárquico urbano

Em tempo, dando sequência às homenagens a grandes cartunistas brasileiros, este blog fala hoje do genial Angeli. Paulista nascido em 1956, ele começou a desenhar aos 14 anos na revista Senhor. Em 1973, foi contratado pela Folha de São Paulo, onde continua até hoje. Angeli criou diversos personagens famosos por seu humor anárquico e urbano. Entre eles, destacam-se Rê Bordosa, os Skrotinhos, Wood & Stock, Bibelô, Walter Ego, Osgarmo, Los Três Amigos e o punk Bob Cuspe.

Lançou em 1983, a revista Chiclete com Banana, publicação de quadrinhos adultos que foi um grande sucesso editorial. Angeli já teve tirinhas publicadas na Alemanha, França, Itália, Espanha, Argentina e Potugal, onde foi muito bem aceito pela crítica. Trabalhou na Rede Globo, como redator do programa infantil TV Colosso e produziu, em 2006, um filme de animação chamado Sexo, Orégano e Rock'n'Roll, dirigido por Otto Guerra.

A riqueza de detalhes e o traço afinado dos cenários marcam as charges de Angeli. As cenas retratadas em ambientes da vida cotidiana são acompanhadas de personagens únicos. Apesar de abordar temas variados, o cartunista tem especial talento para tecer críticas políticas, ressaltando os pontos fracos daqueles que representam o povo brasileiro ou mostrando a falta de engajamento dos representados.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Primeira-dama pode ser candidata na sucessão

Por esta ela não esperava. Nem o povo brasileiro. Mas, já que virou moda no mundo, a atual primeira-dama, Marisa Letícia, pode se tornar candidata à sucessão presidencial em 2010. A idéia foi da comadre Cristina Kirchner, nova chefe de Estado da Argentina, que esteve no Brasil nesta semana. A hermana foi eleita para assumir o poder no lugar do marido Nestor Kirchner. Depois de dois mandatos e a falta de um nome petista para suceder Lula, Dona Marisa parece ser a solução para todos os problemas dos companheiros.

Os potenciais candidatos Dirceu e Palocci se queimaram em esquemas de corrupção, Dilma não tem sal e Ciro Gomes, apesar de compor a base aliada, não é um vermelho. Não sobrou ninguém para contar história. Até que veio Cristina e fez a primeira-dama brasileira se lembrar do tempo em que era militante. Foi ela quem costurou a primeira bandeira do Partido dos Trabalhadores em fevereiro de 1980. Também organizou passeatas com mulheres de sindicalistas e a única vez em que acompanhou Lula nos comícios foi nas eleições de 2002, quando o marido finalmente ganhou.

Política sempre foi assunto para homem. Desde os tempos em que foi inventada na Grécia Antiga, mulheres não eram dignas dessa atividade. Veio a revolução feminista, o direito de voto, a queima dos sutiãs, a entrada no mercado de trabalho. Agora as mulheres descobriram o poder e também querem tirar sua casquinha. A moda vem pegando em vários países do mundo. Além da Argentina, a grande potência Estados Unidos caminha para ter uma presidente mulher. E não é que ela também já foi primeira-dama: Hillary Clinton, esposa de Bill.

A diferença é que duas amigas do estrangeiro são formadas em Direito e foram senadoras antes de concorrer à Presidência. “Não tem problema. Eu mesmo não tenho estudo, nunca fui prefeito, governador ou senador. Só ocupei um cargo de deputado e, mesmo assim, depois de muita insistência, acabei virando presidente”, diria Lula. Se a preparação de Dona Marisa não está em questão, ela teria pelo menos que ser carismática e falar a língua do povo como o marido. Um obstáculo facilmente superado com a ajuda de um bom marketeiro. A rainha da Inglaterra, Elisabeth II, aprovou a decisão.

domingo, 11 de novembro de 2007

Celebridades popularizam a política no Brasil

Finalmente, a política será um assunto de interesse da população brasileira. Não porque todos se cansaram do festival de corrupção e decidiram tomar uma atitude. Longe disso. Tudo porque as eleições municipais do próximo ano prometem ser invadidas pela fama e o glamour. Depois que o estado mais rico do país elegeu Clodovil Hernandes deputado federal, outras “celebridades” agora se preparam para seguir a carreira política. Só na capital paulista, são candidatos a vereador pelo PTB o apresentador Sérgio Mallandro, o estilista Ronaldo Esper, o ex-atacante do Corinthians Viola, o cantor Rafael Ilha, a modelo Renata Banhara, a ex-vedete e jurada Marly Marley e a apresentadora Cristina Rocha.

A bandeirinha e modelo, Ana Paula Oliveira, também pleiteia um cargo de vereadora em São Paulo. A capa de julho da revista Playboy se filiou em outubro ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e disse que vai lutar pelos direitos das mulheres na Câmara Municipal. A moça adiantou ainda que passará a usar o brasão da Revolução Russa estampado em seu instrumento de trabalho no futebol. No Nordeste do país, outra que já expôs as curvas e pretende ser representante do povo é a cantora e atriz pornô Gretchen, que será candidata à prefeita de Itamaracá (PE) pelo PPS.

Muitas revistas de fofoca que fazem a cobertura das futilidades das celebridades já planejam inaugurar editorias de política. O diretor de redação da Contigo, Felix Fassone, relatou que pretende incluir a nova seção entre as partes de moda e novelas. “Vamos colocar os paparazzi em todas as câmaras e assembléias das principais capitais do país. Não podemos perder nenhum flash”, afirmou. “O povo não quer saber o que os famosos defendem na política, mas está interessado nas gafes, roupas e romances envolvidos. Imagina a Ana Paula Oliveira desviando a atenção no plenário com suas curvas”, acrescentou.

Os tradicionais políticos de carreira parecem não se incomodar com a invasão de atores, atletas, apresentadores, dançarinos e músicos. “Depois de Severino Cavalcanti e Roberto Jefferson, não me assusto com mais nada”, diria o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ). O ainda senador Renan Calheiros (PMDB-AL) demonstrou sinais de ciúme e descontentamento. “Nós, políticos de respeito, já tínhamos poucos espaços positivos na mídia. Agora, a imagem da nossa nobre profissão será manchada e não ganharemos nem uma linha nos jornais. Ficaremos completamente desprestigiados com a entrada dos famosos na política”.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Nani e uma paisagem que poucos vêem

Este blog dá uma pequena pausa na cobertura incansável da política brasileira para uma merecida homenagem ao cartunista Ernani Diniz Lucas, mais conhecido como Nani. Mineiro de Esmeraldas, o autor começou sua carreira em Belo Horizonte em 1971. Passou por grandes jornais e revistas brasileiros, como O Parquim, Playboy e Bundas. Hoje, publica a tirinha Vereda Tropical em vários veículos de imprensa do país.

Nani também já escreveu livros de cartuns e infantis, peças de teatro, roteiros de programas de humor e vinhetas eletrônicas. "O humorista tem que ser plural. Ele não pode ser um especialista em humor setorizado: de política, de futebol, de piadas feministas etc. Ele atira em todas as direções, sempre na contramão, sabendo que, às vezes, é o melhor caminho", ensina o cartunista, que diz nunca ter acordado sem inspiração.

Apesar de estar habituado à realidade multimídia, o autor rejeita programas de computador para criar seus desenhos, prefere rabiscar o papel. Com um humor refinado, Nani usa o cartum para satirizar a situação sócio-político-econômica cotidiana do Brasil. "O humorista é livre como um táxi. Vai onde o freguês quer, mas também mostra a paisagem e os monumentos pro viajante. A paisagem que eu mostro é a que muitos não vêem, não é a oficial", afirma.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Paixão muda postura de tucano sobre CPMF

O namoro ainda não assumido entre a Miss Brasil, Natália Guimarães, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) já começa a refletir na política nacional. Depois de fazer uma oposição ferrenha à prorrogação da CPMF, os tucanos decidiram nesta semana abrir negociação com o Governo Federal para que o imposto continue vigente. Nos corredores do Congresso Nacional, vem sendo dito que a mudança de postura do partido foi influenciada por Aécio.

O próprio presidente da República reconheceu a atuação nos bastidores do governador mineiro e decidiu prestigiá-lo. Lula determinou que, além das pré-condições já apresentadas pelo PSDB, os líderes da base governista devem recolher as reivindicações do tucano Aécio sobre a questão. E o que a mulher mais bonita do Brasil tem a ver com essa história? Tudo. O coração apaixonado de um homem não vê diferenças ideológicas ou obstáculos para a conciliação.

O caso entre os dois começou a esquentar há cerca de um mês. Desde então, o casal vem se conhecendo nos melhores restaurantes do Rio de Janeiro. Em um desses encontros, segundo testemunhas, Aécio teria perguntado à moça sobre a CPMF, tentando impressioná-la com um assunto sério da política brasileira. Ela, então, mostrou ser bem informada. Disse que só pagava as contas com dinheiro vivo e, portanto, não se importava se o chamado "imposto sobre o cheque" fosse prorrogado.

Algumas pessoas que não acreditam na força do amor tem uma versão diferente sobre a mudança de postura do governador de Minas. Dizem que ele está de olho nas eleições presidenciais de 2010 e gostariam de contar com o recurso da CPMF no orçamento quando assumir o cargo mais alto da República. Afinal, são mais de R$ 40 bilhões que, teoricamente, são gastos na área da saúde, o que gera bons resultados em termos eleitorais e ainda podem servir para a compra de ambulâncias...

De nada entendem sobre a vida e a política aqueles que nunca se apaixonaram. Em um jantar entre amigos no último fim-de-semana, o governador presidenciável mineiro foi questionado sobre a CPMF. A associação do tema com sua nova musa invadiu seus pensamentos nesse momento e ele gritou para quem quisesse ouvir: "Vou transformar a segunda mulher mais bonita do mundo na primeira-dama do país". Natália não gostou da declaração. "Fui vice no concurso de Miss Universo, mas, na verdade, sou a mais bonita", destacou.